Essa indústria, que cresce a cada dia e sobrevive graças ao esforço de inúmeros colaboradores passa por etapas distintas e, cada parte desta gigantesca engrenagem, por menor que possa parecer, tem importância vital para sua continuidade. Da Pesquisa ao Mercado: O processo da indústria de moda começa com a pesquisa. As tendências estão cada vez mais acessíveis, seja através de viagens ao exterior, revistas especializadas ou pela Internet. O que antes demorava meses para chegar ao Brasil, agora é praticamente simultâneo - as tendências do Verão europeu já podem ser vistos nas vitrines do Inverno brasileiro e assim sucessivamente. Como as informações chegam numa velocidade alucinante e o consumidor tem necessidade de novidades em espaço de tempo cada vez menor, as empresas trabalham contra o relógio, para saírem na frente e tentarem surpreender seus concorrentes. Feita a pesquisa, a fase seguinte é o esboço das idéias, ou seja, através da escolha dos Temas, Cartela de Cores e dos Croquis dos modelos, a coleção começa a nascer. Os croquis, então, são repassados a(o) modelista que “tira” as idéias do plano para a tridimensionalidade e, seguindo os padrões de medidas da empresa faz o molde base: é a roupa verdadeiramente ganhando vida. Atualmente a equipe de criação – estilistas, modelistas e pessoal de apoio - contam com inúmeras ferramentas que lhes dão agilidade e ganho real de tempo. São diversos sistemas gráficos - CAD (computer aided design ou desenho auxiliado por computador)/CAM (computer aided manufacturing ou manufatura com o auxílio do computador) usados para fazer os croquis, os desenhos de estamparia e bordados, as modelagens e o corte das peças.
Pronto o molde base, é talhada a 1ª peça e encaminhada à pilotista ou prototipista, que encarrega-se de completar esta materialização. Com os protótipos montados, faz-se a prova para os ajustes necessários e aprovação da modelagem pela(o) estilista e modelista. Paralelamente são desenvolvidos os bordados, estampas e outros detalhes que dizem respeito ao acabamento das peças. Feitos os ajustes nas 1as peças, a coleção já com o visual final (estampas, bordados e cores da cartela vigente) segue para aprovação da Diretoria e do Setor Comercial. Com o aval de todos as peças são graduadas e seguem para a produção.
O processo produtivo: Talhação A talharia é o 1º processo da confecção em série. De acordo com a prospecção de vendas ou com pedidos já formalizados, determina-se a quantidade a ser talhada em cada lote. Cada tipo de tecido requer cuidados específicos na hora de talhar. Outros tecidos, como o veludo, têm “pé”, ou seja, olhando-se o tecido numa direção ou em outra percebe-se diferenças de tonalidades. Nestes casos, deve-se fazer enfesto ímpar e tomar o cuidado de distribuir os moldes sobre o enfesto sempre no mesmo sentido (ex. calça sempre com a barra na mesma direção). Para citar mais um exemplo, há os tecidos com elastano (tanto malhas quanto tecidos planos), que necessitam “descansar” antes de serem talhados (os fornecedores normalmente instruem quanto a este quesito), pois pelo fato de serem mais elásticos, podem sofrer maior tensão na hora do enfesto, tendendo a voltar ao seu estado normal após algumas horas. Se forem talhados logo que enfestados, podem dar origem a peças menores que as desejadas. Hoje em dia, muitas empresas contam com processo de talhação automatizado, onde se faz o encaixe dos moldes por computadores, interligados com mesas de corte dotadas de talhadeiras, que cortam o tecido automaticamente. Por se tratarem de equipamentos de alto valor, o mais usual continua sendo a talhação manual, com talhadeiras de faca.
Costura Atualmente, em diversos segmentos da indústria, a mão humana quase não se faz necessária. Isto, porém, não ocorre no setor de confecções, onde, mesmo com o surgimento de máquinas ultra-modernas – eletrônicas, mais velozes, com corte de fio automático - e aparelhos – friso, bainha, aparelho para pregar elástico ou cós - a mão humana ainda é indispensável para a montagem de cada peça individualmente. Máquinas de Costura
Aparelhos de Costura Foram desenvolvidos para agilizar o trabalho das costureiras, produzindo peças com maior qualidade e rapidez. Os mais comuns são os aparelhos de friso, que são nomeados segundo as medidas de entrada do friso cortado e saída do friso costurado na peça. Ex.: Friso 25/11 – é cortado com 25 mm e, costurado na peça, fica com 11 mm.
Agulhas e Linhas de Costura Para cada tipo de matéria-prima e processo de costura, existe um tipo de linha apropriado. Tão importante quanto a escolha da linha, é a adequação da agulha ao tipo de tecido. Agulhas mais finas proporcionam menor atrito e não causam danos ao tecido. Adequação linha x agulha
Consumo de Linha
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