| Governo mantém redução do IPI e corta juros para bens de capital |
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| 30 de junho de 2009 | |
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O governo prorrogou a redução de impostos sobre automóveis, material de construção e eletrodomésticos e reduziu os juros em linhas de empréstimos do BNDES, para beneficiar a indústria na aquisição de bens de capital. As máquinas e equipamentos destinados à indústria terão redução de IPI em 70 itens.
A plateia de empresários e sindicalistas recebeu as medidas – anunciadas pelo ministro Guido Mantega, nesta segunda-feira - com entusiasmo. "Nunca tivemos condições tão favoráveis como agora para dar uma oxigenada no setor", disse Luiz Albert Neto, presidente da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas). O empréstimo ficou mais fácil para o empresário. A taxa de juros de longo prazo - a TJLP, mais usada pelo BNDES - vai cair de 6,25% para 6% ao ano e para o setor de bens de capital, é menor ainda. A empresa que financiar no BNDES a produção ou compra de máquinas e equipamentos vai pagar juros de 4,5% ao ano. "Eu conclamo o empresariado brasileiro a antecipar a compra de máquinas ao longo deste segundo semestre, porque essas condições são transitórias e têm data para terminar", afirma o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. No setor automotivo, a redução do IPI para caminhões vai ser mantida até o fim de 2009. O prazo de financiamento aumentou e os juros caíram para 4,5% ao ano. No caso do carro zero, o IPI vai continuar reduzido como está até setembro. A partir daí, vai subir aos poucos e deve voltar ao que era antes em dezembro. "A grande expectativa que eu tenho é para 2010 quando efetivamente grande parte dessas medidas implementadas estarão surtindo efeito", explica presidente da Fenabrave, Sérgio Reze. O governo também decidiu manter o IPI menor até o fim de outubro para fogões, geladeiras e máquinas de lavar. O benefício vai ser estendido ainda para cerca de 30 tipos de material de construção por mais seis meses e até a farinha de trigo e o pãozinho vão ter impostos mais baixos até o fim de 2010. O governo vai deixar de arrecadar mais de R$ 3 bilhões de reais, mas avalia que as medidas como a redução do IPI para eletrodomésticos e automóveis fizeram com que as vendas aumentassem. E é preciso que essa melhora seja sentida por todos os setores da indústria. "As indústrias vão voltar a produzir e vão passar do negativo para o positivo. Até agora o setor industrial esteve negativo, Daqui para frente vai ter um desempenho positivo. Em 2010 a economia brasileira estará em condições de crescer 4,5% e em 2011 mais de 5%", acredita Mantega. Benefícios diretos Os segmentos de bens de capital e de caminhões serão favorecidos diretamente pela redução nas taxas de juros das linhas de financiamento concedidas pelo BNDES e devem contribuir para uma recuperação do investimento em formação bruta de capital fixo ainda neste ano, avaliaram representantes da indústria. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert, confirmou que os anúncios de desonerações atendem completamente às demandas do setor. Ele cobrou, no entanto, que os governos estaduais também adotem medidas para aquecer a economia. "O que vimos aqui são desonerações sobre impostos federais. O ICMS tem impacto maior sobre os produtos do que Cofins e PIS", comparou Fonte: Portal G1 Jornalista responsável pela publicação da matéria no site Guia Têxtil: Marli Rudnik (SC 484 JP) / New Age Comunicação |
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