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Produção industrial de maio reforça sinais de recuperação Imprimir E-mail
03 de julho de 2009
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta quinta-feira que a produção subiu 1,3% em relação a abril, no quinto resultado positivo consecutivo nessa comparação.
O desempenho supera a mediana de 24 projeções de analistas consultados pela Reuters, que sugeria expansão de 0,4%. O IBGE ainda revisou o dado de abril de alta de 1,1% para crescimento de 1,3% frente ao mês imediatamente anterior.

Frente a maio de 2008, houve queda de 11,3% na produção - mantendo uma sequência de sete meses de taxas negativas nesse confronto. Neste caso, o resultado também foi um pouco melhor que a retração esperada, que era de 12%. "Os resultados da produção industrial de maio reforçam os sinais de recuperação no ritmo da atividade fabril", destacou o IBGE em nota.

Na passagem de abril para maio, todas as categorias de uso melhoraram o ritmo de produção, sendo que os bens de consumo duráveis lideraram com crescimento de 3,8%, seguidos por bens de consumo semi e não-duráveis (1,3%) e bens intermediários (1,2%).

Os bens de capital, com expansão de 0,7%, ficaram abaixo da média de crescimento de 1,3%. O avanço na produção atingiu 20 das 27 atividades, com destaque para a indústria farmacêutica, de veículos automotores e metalurgia básica.

Demanda interna

Na comparação com maio do ano passado, todas as categorias de uso registraram decréscimo, com bens de capital registrando a maior queda, de 22,8%. A produção de bens duráveis caiu 13,7%, os bens intermediários recuaram 13,8% e os bens de consumo semi e não-duráveis cederam 1,8%.

Entre as atividades, a queda na indústria refletiu o comportamento negativo de 22 das 27 pesquisadas, com destaque para o impacto da retração de 28% por cento de máquinas e equipamentos.

Com base no índice de média móvel trimestral, a indústria geral acumulou, de fevereiro a maio deste ano, crescimento de 4,2% - com bens de consumo duráveis aumentando 22,7%, bens intermediários expandindo 3,7% e bens de consumo semi e não-duráveis, 3,2%. A exceção foi a indústria de bens de capital, com perda de 5,9%.

"Esse perfil de desempenho sugere que o fator de peso na recuperação de 2009 está associado a setores relacionados à demanda interna, enquanto os segmentos produtores de bens de capital e para exportação continuam pressionando negativamente", avaliou o IBGE.

No acumulado do ano, a atividade industrial acumula queda para 13,9%. Em 12 meses, a queda é de 5,1%, no pior resultado desde o início da série histórica, em 1991.

Fonte: Portal Exame/Reuters

Jornalista responsável pela publicação da matéria no site Guia Têxtil: Marli Rudnik (SC 484 JP) / New Age Comunicação
 
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