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Faturamento da indústria de máquinas tem queda de 25% Imprimir E-mail
10 de junho de 2009
O faturamento da indústria brasileira de máquinas e equipamentos no primeiro quadrimestre do ano registrou uma queda de 25% em comparação com o mesmo período do ano passado, aponta um levantamento realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq). O setor têxtil contribuiu para a desaceleração, acumulando redução de 44,3% nos investimentos este ano, reflexo de um mercado em baixa.
De acordo com a Abimaq, apesar das quedas, o setor de máquinas e equipamentos acumula ganho de R$ 18,7 bilhões no período. Descontando desse resultado o índice da inflação, a redução foi de 24,8%. Já em relação ao último mês de março, em abril o setor somou R$ 4,72 bilhões no País, o que representa uma queda de 17,2%.

Para o vice-presidente da Abimaq, Carlos Pastoriza, a situação preocupa. A solução, no seu entender, carece de uma aproximação do governo. "Essa queda no faturamento do quadrimestre deste ano reflete o comportamento negativo da maioria dos setores fabricantes de máquinas e equipamentos. E se os nossos pleitos não forem ouvidos pelo governo não sabemos o destino das nossas indústrias", disse por meio de sua assessoria de imprensa.

De acordo com o executivo, os únicos índices positivos no quadrimestre foram o de importação de máquinas. "Isso realmente é um absurdo. Precisamos que o governo tome medidas urgentes para pelo menos diminuir a carga tributária para evitar o colapso do setor".

A maior redução ocorreu no segmento de máquinas e equipamentos para madeira, onde o recuo foi de 61,2%. A seguir aparecem os setores de máquinas ferramenta (-53,5%), máquinas e acessórios têxteis (-44,3%), máquinas e implementos agrícolas (-43,9%), máquinas para artigos plásticos, (-28,1%) e equipamentos hidráulicos e pneumáticos (-25,7%).

Apenas três segmentos tiveram desempenho positivo no período: equipamentos pesados (+23,1%), bombas e motobombas (+9,1%) e válvulas industriais (+1,9%).

Comércio Exterior

No primeiro quadrimestre do ano, as exportações atingiram US$ 2,5 milhões, o que representa uma queda de 26,7% em comparação com o mesmo período de 2008. As importações, porém, registraram um crescimento de 3,6% nos primeiros quatro meses de 2009, somando US$ 6,4 milhões no período. No comparativo mensal, em abril, as importações permaneceram estáveis, mas as exportações caíram 15,7%, ambas em relação a março deste ano

Os cinco principais destinos das exportações no primeiro quadrimestre de 2009 foram: Estados Unidos ­ que ocupa a primeira posição no ranking dos importadores de máquinas e equipamentos brasileiros, porém, com queda de 33,1% ­, seguido pela Argentina (-25,6%), Holanda (+198,6%), México (-20,9%) e Venezuela (-7,5%). Do lado das importações, as cinco principais origens foram: Estados Unidos (+5,2%); seguido pela Alemanha (+4,5%), Japão (-9,3%), China (-12,8%) e Itália (-9,6%).

Fonte: A Tribuna de Santos

Jornalista responsável pela publicação da matéria no site Guia Têxtil: Marli Rudnik (SC 484 JP)
 
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