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Brasil, 22 de maio de 2013

Paris: Gaultier e estilistas investem em próprios conceitos

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03 de outubro de 2011

Paris: Gaultier e estilistas investem em próprios conceitos Enquanto alguns criadores surpreendem com propostas diferentes do que costumam apresentar, outros se agarram aos seus conceitos tradicionais. O que pode ser interessante, também. Principalmente neste trio que desfilou hoje.

Viktor & Rolf, da dupla holandesa que sempre investe em espetáculos e cenografias, dirigiu a saída das modelos de dentro de um saião que lembrou o figurino da bombonière no O Quebra-nozes, com duas cantoras no alto, cantarolando hits do Queen, se não me engano. Ponto para a performance. Agora, a moda: a história é passa-fita! Muito antigo, não é? São passa-fitas gigantes, parecem pespontos coloridos, em fundo preto. Pior, sobre babados e franzidos de saias e vestidos. Tem uma aliviada com os arabescos recortados, uma boa ideia para entrar em tendências. Melhor ainda, como efeito no vestido de noiva do final. Mas que os passa-fitas verdes sobre cetim rosa estavam de arrepiar, é inegável...

Da Rykiel, esperamos malhas colantes, listrados, pompons de linha ou lã. Com a filha à frente da marca, há menos malha e mais alfaiataria, ainda que fluida. Terninhos de pantalona, calças de pregas, umas cores meio mortas, até que vem um vermelho razoável. No todo, o estilo é urbano e feminino, típico da Sonia Rykiel de sempre. Mas atenção a um ponto importante nesta temporada: faixas pretas. Em várias salas vimos este detalhe, seja como alças de vestido, faixa na cintura, barra de bolso ou uma grande tira preta no centro de um vestido. Estava lá, na coleção Rykiel, em todas estas variações.

Corrida até a rua Saint Martin, perto de onde os tênis custam 20 euros e há livrarias com sebos tentadores. Claro não dá tempo de ver nada, mesmo assim o lugar acaba sendo em pé. Tudo bem, pior é não ir. Porque Jean-Paul Gaultier sempre vale a pena. A equipe faz milagres na salinha, desta vez o cenário era um praticável, servindo de camarim, de onde vinham as modelos. Do tradicional, vieram as alfaiatarias pretas em coletes, paletós longos e abertos, pantalonas abertas, acompanhadas por blusas com repuxados na frente, shorts fofinhos. Ou os brancos, em saias armadas em pregas soltas, com top curto e reto, decote reto - outro ponto alto da semana, o decote retinho. Os longos com segundas-peles tatuagem (e também as tatoos de verdade das modelos) lembram a força do Gaultier como estilista de alta-costura. O mais bonito, em renda branca.

O que faltava? O corselet, uma das marcas registradas dele. Simplesmente virou a base de uma incrivel linha de lingerie, em branco, preto, bege. Vai virar mania. Ah, um detalhe ótimo: as modelos riem.


Fonte: Terra/Moda

Jornalista responsável pela publicação da matéria no site Guia Têxtil: Liliani Bento (DRT-817) / New Age Comunicação


 
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