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| 27 de junho de 2008 | |
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Mesmo com mais de mil empresas instaladas, somente 20% das confecções produzidas na Bahia são consumidas hoje no estado Santo de casa, como se diz no popular, não faz milagre. Um exemplo de que o ditado continua valendo é que apenas 20% das confecções produzidas na Bahia são consumidas hoje no estado, apesar da existência de mais de mil empresas do ramo. Além do desconhecimento sobre as marcas locais, contribui para esse resultado negativo o preconceito dos consumidores em relação à “prata da casa” e o costume dos lojistas de comprar produtos têxteis em São Paulo, Rio de Janeiro e outras praças com mais fama no segmento. Muitos desconhecem, inclusive, que, para baratear os custos, muitas fábricas da Região Sudeste estão terceirizando a produção para empresas do Nordeste, inclusive baianas. Mudar essa mentalidade é uma das metas dos empresários do setor de vestuário na Bahia, sobretudo em Salvador, já que a capital concentra cerca de 70% das fábricas locais, em especial na Cidade Baixa. O Projeto Desenvolvimento do Arranjo Produtivo Local (APL) de Moda de Salvador abrange hoje aproximadamente 300 empresas e conta com o apoio do Sebrae, do governo estadual – através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação –, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial e do Programa de Requalificação da Península de Itapagipe. A meta é aumentar o faturamento e a produtividade do setor baiano em, no mínimo, 10% até 2010, incrementando em 7% o volume de negócios. Segundo a gestora do projeto no Sebrae, Lúcia Mascarenhas, mais de 90% das fábricas de confecções baianas são de pequeno porte, localizadas, principalmente, em Salvador, Lauro de Freitas, Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus. O estado, na sua opinião, tem tudo para deslanchar no mercado têxtil, por ser o segundo maior produtor de algodão e sisal (fibras naturais) do país, sendo destaque no mercado de vestuário do Norte e Nordeste. “As indústrias baianas têm bons produtos, não deixam a desejar em nada aos fabricados no Sudeste, mas é necessário que o mercado local conheça mais o que é produzido aqui”, argumenta. Além da capacitação e todo assessoramento para viabilizar o APL de moda, consultores do projeto vão a campo identificar potenciais clientes para as fábricas e promover encontros em rodadas de negócios. “Eles não negociam nada em nome das empresas, apenas aproximam os interessados”, ressalta Lúcia Mascarenhas, frisando que o papel das entidades que apoiam o segmento é reduzir a distância existente entre as empresas de confecções locais e os lojistas baianos. Além disso, observa, o projeto busca também abrir mercado em outros estados e até no exterior. Fonte: Correio da Bahia Autor(a): Mônica Bichara Data de publicação: 27/06/2008 |
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| Última Atualização ( 27 de junho de 2008 ) |
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